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Bangu
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É um bairro da cidade do Rio de Janeiro,
RJ. Bairro de classe média e média-baixa. Localiza-se na Zona
Oeste da cidade, sendo um dos bairros mais populosos, com 244.518 habitantes
(segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística - IBGE - Censo Demográfico 2000) distribuídas
numa área de 4.570,69 ha. Localizado no centro geográfico
da cidade, tem por vizinhança os bairros Campo Grande, Senador Camará,
Santíssimo, Padre Miguel e Realengo. Em 22 de novembro de 2004 o
prefeito do Rio de Janeiro César Maia cria por decreto o bairro de
Gericinó. O bairro originalmente fazia parte do bairro de Bangu,
na região onde está localizado o Complexo Presidiário
de Bangu e a Serra de Gericinó, além do Lixão de Bangu.
A região onde fica Gericinó é onde localizava-se o
sub-bairro do Guandu (Guandu do Sena). Ou seja, desde 2004, o Complexo Presidiário
de Bangu e o Lixão de Bangu, não pertencem mais ao bairro
de Bangu.
O bairro é muito conhecido pelas altas temperaturas que, no verão,
ultrapassam os 40°C. Até hoje, o recorde oficial de menor temperatura
já registrada na Cidade do Rio de Janeiro deu-se no Campo dos Afonsos
(4,8 °C), em julho de 1928, e o de maior, em Bangu (43,2 °C), em
janeiro de 1984.
 | Um importante ícone do bairro é a Fábrica
Bangu, que hoje abriga as instalações do novo Bangu
Shopping, inaugurado no dia 30 de outubro de 2007. |
No esporte além do Clã da Guia, seu maior representante é
o Bangu Atlético Clube, duas vezes Campeão Carioca (1933 e
1966), Vice-Campeão Brasileiro de 1985, Campeão Mundial de
1960 e Campeão Carioca (Série B) em 1911, 1914 e 2008. Além
do Bangu, podemos citar o Céres Futebol Clube, Campeão Carioca
(Série C) em 1990, e o Esperança Football Club Campeão
Carioca (Série C) em 1918.
No samba, podemos citar a Unidos de Bangu, que é uma das pioneiras
no carnaval, sendo a quarta Escola mais antiga do Brasil. É madrinha
da Acadêmicos de Santa Cruz.
Participou por alguns anos do Grupo Especial do Carnaval. E é Bi-campeã
do Carnaval Carioca em 1957 e 1962 (Grupo A), a escola fez seu último
carnaval em 1998. Também temos a Unidos de Vila Kennedy, Campeã
em 2000 (Grupo C).
História de Bangu
Tudo começou no ano 1673, quando Manuel de Barcelos Domingues, um
dos primeiros povoadores da cidade do Rio de Janeiro, construiu uma capela
particular em sua Fazenda Bangu, primitivamente Engenho da Serra e daí
teve início a vida progressista do bairro. A Companhia Progresso
Industrial do Brasil, adquiriu mais tarde a posse dessas fazendas, onde
fundou a fábrica que deu origem a evolução de Bangu.
Quando a fazenda Bangu foi comprada pela Companhia Progresso Industrial
do Brasil, havia na região apenas uma rua, a Estrada Real de Santa
Cruz, que foi aberta para permitir a comunicação com as Sesmarias
dos Jesuítas (chamou-se originalmente caminho dos Jesuítas),
que se estendiam pelo litoral até as proximidades de Itaguaí.
Hoje, nesta rua, encontramos os marcos históricos (lápides
de concreto) que serviam para demarcar a distância, em léguas,
que o Imperador Dom Pedro I percorria para encontrar a sua amada, a marquesa
de Santos, desde que deixava sua residência, na Quinta da Boa Vista,
até chegar a São Paulo. Eles também serviam para parar
e descansar depois de horas andando a cavalo.
É de se imaginar que a ferrovia foi imprescindível para intensificação
da urbanização e ocupação das áreas,
não só de Bangu, mas das demais áreas da Zona Oeste
carioca, uma vez que tornou possível o transporte de produtos e pessoas
até a região, que até em tão se mantinha praticamente
isolada do centro urbano da cidade, tanto pela grande distância, quanto
pelas barreiras físicas naturais encontradas (Os maciços da
Pedra Branca e do Gericinó) que dificultavam o percurso. A inauguração
do ramal ferroviário de Santa Cruz ocorreu em 2 de dezembro de 1878,
sendo sua primeira estação a de Deodoro, que foi inaugurada
em 8 de dezembro de 1859, posteriormente vieram a de Realengo (1878) e de
Bangu (1890), e mais tarde as demais estações. Então,
com a inauguração da ferrovia, a ocupação foi
se intensificando e núcleos urbanos foram surgindo em torno dela,
trazendo também o estabelecimento de empreendimentos que tiveram
atuação decisiva no processo de ocupação, expansão
e desenvolvimento da região, no caso de Bangu, a Fábrica de
Tecidos Bangu.
Bangu cresceu com todas as características de um bairro proletário,
onde os primeiros patrões foram os ingleses. Bangu foi um bairro
planejado para funcionar atendendo a Companhia Progresso Industrial do Brasil
(Fábrica de Tecidos Bangu), que por muito tempo exportou a marca
Bangu para todo o mundo.
Todo este crescimento favoreceu a população uma boa qualidade
de vida, onde a fábrica financiava para todos os seus empregados
casas construídas com materiais que na sua maioria vinham da Europa,
como os primeiros tijolos maciços, as telhas, as madeiras de pinho
de riga da Suécia, etc, mantendo sempre o modelo de arquitetura inglesa
em todas as suas construções.
A fábrica também facilitou a compra de bicicletas para os
seus operários, importando da Europa os mais variados modelos de
bicicleta, tanto para homens como mulheres (ver algumas fotos na história
da bicicleta no bairro) facilitando assim o deslocamento para o trabalho. |
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