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Campo Grande - 297.494 habitantes (Censo 2003) 11.912,53
hectares - o terceiro bairro mais extenso da cidade. |
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A região de Campo Grande constitui-se de terras planas
cercadas por montanhas a leste e pela bacia do rio guandu a oeste e abrange
uma extensão de terras compreendida pelo Rio da Prata até
Cabuçu. O bairro ainda mantém resquícios de zona rural.
No começo
Inicialmente foi área de engenhos de açucar, entretanto a
pequena criação animal e as roças de verduras e frutas
para o consumo local e o abastecimento da cidade, caracterizaram a economia
da área por muito tempo, chegando ao final do século XIX com
um grande número de chácaras e sítios arrendados a
pequenos lavradores.
A partir da segunda metade do século XIX, a área começou
a se adensar com a implantação, em 1878, de uma estação
da Estrada de Ferro D. Pedro II, em Campo Grande. O transporte ferroviário,
ao facilitar o acesso e seu povoamento, transformou esta região tipicamente
rural em urbana.
A partir de 1915, os bondes à tração animal deram lugar
aos bondes elétricos, permitindo maior mobilidade e integração
entre os núcleos semi-urbanos já formados. Este evento acentuou
o adensamento do bairro central de Campo Grande e estimulou o florescimento
de um intenso comércio interno, de certa forma, independente. O bairro
que, historicamente, já era o ponto de atração do crescimento
da região tornava-se agora sua mola propulsora, adquirindo características
tipicamente urbanas.
Desde os primeiros anos do século XX e até osanos 40, Campo
Grande foi considerada a grande região produtora de laranjas, o que
lhe rendeu o nome de "Citrolândia".
Embora desde o começo do século XX a região de Campo
Grande - até hoje zona de plantio, principalmente de coco, chuchu,
aipim, batata doce e frutas - ainda fosse voltada para a plantação
de laranjas, nessa época já se delineava a vocação
industrial do lugar.
Durante o governo do presidente Washington Luís, na década
de 1930, a Estrada Real foi incorporada à antiga Estrada Rio-São
Paulo. Esse fato integrou Campo Grande ao tecido urbano da cidade, acentuando
seu adensamento. Logo após a Segunda Grande Guerra, em 1946, a abertura
da grande Avenida Brasil, considerada por muitos a maior via urbana em extensão,
aproximou ainda mais a região do restante da cidade.
A partir da década de 60, surgiram os distritos industriais em Campo
Grande e Santa Cruz, resultando na instalação de grandes empresas,
como a siderúrgica Cosigua-Gerdau, a fábrica francesa de pneus
Michelin e a Valesul, entre outras.
Historicamente, Campo Grande notabilizou-se por ter se desenvolvido de forma
independente do resto da cidade. O progressivo crescimento econômico
e considerável autonomia urbana indica um potencial para assumir,
em breve, a posição de Cidade-Modelo.
Hoje
A Região Campo Grande tem o maior contingente populacional da cidade,
e sua região central é uma das mais valorizadas da zona oeste,
mas por ser a maior em área territorial, sua densidade líquida
é a segunda menor entre as 12 regiões do Rio. A região
juntamente com Guaratiba representa a última grande fronteira para
uma expansão de acordo com suas vocações específicas.
Apresenta grande potencial para o desenvolvimento de pólos de gastronomia
e de turismo ecológico.
Atualmente a região vive um "boom" de lançamentos
residenciais e comerciais como: Ecoway Campo Grande, Conjunto Mont Blanc,
Atlantis Park, Premium, West Medical Center, Maiori Residencias esse último
voltado para a classe média-média à alta. Tal fato
se consolidou em 2007 quando o bairro ocupou o quinto lugar em número
de lançamentos do município do Rio de Janeiro e hoje atrai
grandes construtoras cariocas. Recentemente o grupo Multiplan anunciou que
criará um bairro planejado em Campo Grande que deverá incluir
residências e um shopping center.
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Fontes:
- ABREU, Mauricio de A, Evolução Urbana do Rio de Janeiro,
Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, SMU/IPLANRIO, 3° Edição,
1997
- LESSA, Carlos, O Rio de Todos os Brasis, Editora Record, 2000
- GERSON, Brasil, História das Ruas do Rio, Lacerda & Editores,
5° Edição, definitiva e remodelada, 2000
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