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Bairros » Campo Grande Domingo, 05 de fevereiro de 2012

  Bangu
  Campo Grande
  Realengo
  Recreio
  Santa Cruz
Campo Grande - 297.494 habitantes (Censo 2003)
                           11.912,53 hectares - o terceiro bairro mais extenso da cidade.

A região de Campo Grande constitui-se de terras planas cercadas por montanhas a leste e pela bacia do rio guandu a oeste e abrange uma extensão de terras compreendida pelo Rio da Prata até Cabuçu. O bairro ainda mantém resquícios de zona rural.

No começo

Inicialmente foi área de engenhos de açucar, entretanto a pequena criação animal e as roças de verduras e frutas para o consumo local e o abastecimento da cidade, caracterizaram a economia da área por muito tempo, chegando ao final do século XIX com um grande número de chácaras e sítios arrendados a pequenos lavradores.

A partir da segunda metade do século XIX, a área começou a se adensar com a implantação, em 1878, de uma estação da Estrada de Ferro D. Pedro II, em Campo Grande. O transporte ferroviário, ao facilitar o acesso e seu povoamento, transformou esta região tipicamente rural em urbana.

A partir de 1915, os bondes à tração animal deram lugar aos bondes elétricos, permitindo maior mobilidade e integração entre os núcleos semi-urbanos já formados. Este evento acentuou o adensamento do bairro central de Campo Grande e estimulou o florescimento de um intenso comércio interno, de certa forma, independente. O bairro que, historicamente, já era o ponto de atração do crescimento da região tornava-se agora sua mola propulsora, adquirindo características tipicamente urbanas.

Desde os primeiros anos do século XX e até osanos 40, Campo Grande foi considerada a grande região produtora de laranjas, o que lhe rendeu o nome de "Citrolândia".

Embora desde o começo do século XX a região de Campo Grande - até hoje zona de plantio, principalmente de coco, chuchu, aipim, batata doce e frutas - ainda fosse voltada para a plantação de laranjas, nessa época já se delineava a vocação industrial do lugar.

Durante o governo do presidente Washington Luís, na década de 1930, a Estrada Real foi incorporada à antiga Estrada Rio-São Paulo. Esse fato integrou Campo Grande ao tecido urbano da cidade, acentuando seu adensamento. Logo após a Segunda Grande Guerra, em 1946, a abertura da grande Avenida Brasil, considerada por muitos a maior via urbana em extensão, aproximou ainda mais a região do restante da cidade.

A partir da década de 60, surgiram os distritos industriais em Campo Grande e Santa Cruz, resultando na instalação de grandes empresas, como a siderúrgica Cosigua-Gerdau, a fábrica francesa de pneus Michelin e a Valesul, entre outras.
Historicamente, Campo Grande notabilizou-se por ter se desenvolvido de forma independente do resto da cidade. O progressivo crescimento econômico e considerável autonomia urbana indica um potencial para assumir, em breve, a posição de Cidade-Modelo.

Hoje

A Região Campo Grande tem o maior contingente populacional da cidade, e sua região central é uma das mais valorizadas da zona oeste, mas por ser a maior em área territorial, sua densidade líquida é a segunda menor entre as 12 regiões do Rio. A região juntamente com Guaratiba representa a última grande fronteira para uma expansão de acordo com suas vocações específicas. Apresenta grande potencial para o desenvolvimento de pólos de gastronomia e de turismo ecológico.

Atualmente a região vive um "boom" de lançamentos residenciais e comerciais como: Ecoway Campo Grande, Conjunto Mont Blanc, Atlantis Park, Premium, West Medical Center, Maiori Residencias esse último voltado para a classe média-média à alta. Tal fato se consolidou em 2007 quando o bairro ocupou o quinto lugar em número de lançamentos do município do Rio de Janeiro e hoje atrai grandes construtoras cariocas. Recentemente o grupo Multiplan anunciou que criará um bairro planejado em Campo Grande que deverá incluir residências e um shopping center.


Fontes:
  • ABREU, Mauricio de A, Evolução Urbana do Rio de Janeiro, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, SMU/IPLANRIO, 3° Edição, 1997
  • LESSA, Carlos, O Rio de Todos os Brasis, Editora Record, 2000
  • GERSON, Brasil, História das Ruas do Rio, Lacerda & Editores, 5° Edição, definitiva e remodelada, 2000
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